O problema do conhecimento
Um dos maiores desafios com que o jovem cristão deste século se defronta é, provavelmente, a conciliação entre teoria e prática: muito se sabe, pouco se faz. O período em que vivemos nos oferece, a todo o tempo, muita informação e eventos difíceis de se digerir. Devemos lidar com governos corruptos, igrejas que criam novas e incoerentes teologias, mudanças no pensamento da sociedade, o trabalho escravo, o aquecimento global, entre outros. Por outro lado, temos acesso ao conhecimento como nunca.
Uma vez que cristãos, dedicamo-nos a aprender sobre aquilo por que nos interessamos, isto é, teologia, seja por meio da leitura da Bíblia, seja por meio de tecnologias; de todo modo, escolhemos o conhecimento. Tal como escolhemos conhecer sobre política, economia e o Novo Acordo Ortográfico, escolhemos conhecer peculiaridades da Palavra. Contudo, conhecê-La não nos é uma opção. Se assim for, explica-se o fato de a deixarmos guardada durante a semana, ao passo que não abandonamos os blogs ou canais do YouTube; e o fato de, apesar de tanto conhecimento, não a colocarmos em prática.
Conhecer questões de gênero ou situações desumanas a que alguns se submetem, por si, não nos fará mais humildes, piedosos e caridosos; a Palavra de Deus, que é viva e eficaz, sim. Por meio dEla, podemos enxergar o próximo com as mesmas lentes com que Cristo enxergava a mulher adúltera ou os milhares de famintos, de forma que saiamos da condição de cientistas e expectadores e sejamos conduzidos à de conscientes e agentes.
Assim, o conhecimento não nos é oferecido para que nos engrandeçamos a nós mesmos. Deus nos oferece o conhecimento como oferece-nos uma pequena porção de sobremesa após uma consistente refeição: o que nos dá forças para viver, agindo conforme o coração do Pai, é o que nos nutre. Experimentemos passar a semana nos alimentando somente de sobremesas e nos encontraremos intoxicados.


Pâmela, a prática dos ensinos cristãos está mesmo bem aquém do que o Senhor Deus espera de cada um que se identifica como tal - cristão - e como você mesma expôs, somente o poder transformador de nossas mentes e intenções do coração pode mudar essa realidade. Em resumo, ser religioso e "igrejismo", "necessariamente não faz a necessária diferença". Você "falou" e disse tudo!!
ResponderExcluirExcelente texto pam! Devemos sair da teoria e ir para a pratica pois a "a fé sem obras é morta e vazia". Beijos
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