Natal de improváveis
Extraído daqui . Há quatro anos, escrevi um artigo sobre o filme O Expresso Polar (2004), relacionando-o a uma jornada de ceticismo à fé cristã; já ano passado, uma espécie de crônica (talvez) irônica sobre como comemoramos o Natal. É como se urgisse que algo fosse dito a respeito. E, desta vez, gostaria de ser mais direta. No Ocidente, o Natal é uma celebração esperada não somente por religiosos; é oportunidade de confraternização - e de percebermos como o ano passou voando. Por outro lado, quando o evento do nascimento aconteceu, muitos já haviam se cansado de esperar pelo Messias, e, por essa e algumas outras razões, ele é marcado por uma sucessão de improbabilidades. Primeiro, Maria e José. Como Timothy Keller bem explica em seu Encontros com Jesus (2017), aqueles eram dois jovens noivos de linhagem extremamente pobre. Para piorar, a gestação miraculosa de Maria apenas serviria para desonrá-los perante a sociedade judaica da época. A exclusão não era uma opção. Segundo, Belém...







