Por que ser vaga-lume
Li, há dois anos e meio, Cristianismo Puro e Simples (Martins Fontes, tradução de Juliana Lemos), de C. S. Lewis. Esta terá sido uma das leituras mais importantes que fiz, por sua qualidade, é claro, mas, também e principalmente, pela perspectiva religiosa e espiritual (do Cristianismo) que me foi oferecida.
Originalmente transmitido em programas de rádio pela BBC durante a Segunda Guerra Mundial (confira uma das gravações aqui), Cristianismo Puro e Simples ou Mere Christianity é composto de quatro partes que abordam temas como a Lei da Natureza, moralidade, o pecado, virtudes, a Trindade e o processo de conversão, e é considerado uma das obras mais influentes entre os clássicos de apologética cristã. Sua proposta, além de me cativar logo em seus primeiros parágrafos e analogias, me levou a observar a "inanição" a que estava submetida, embora familiarizada com questões essenciais da fé que professo.
De fato, não vivia como vaga-lume. Se vivia, minha luz não era fosforescente. Estava acomodada num monte de ideias (às vezes, vagas) e não permitia que elas fossem colocadas à prova. Hoje sei que muitos, por outro lado, gostariam de ter alguma fé, qualquer que seja - se bem que não ter fé alguma é ter alguma fé -, e o que eu fazia era guardar a que tinha para mim. No caso de C. S. Lewis, por exemplo, chegar à fé, após anos como ateu, foi um "alívio" (veja Surpreendido pela Alegria, do autor).
Dessa forma, aquele que a tem - agora, me refiro à fé cristã - deve compartilhá-la, já que, acima de tudo, este é um mandamento de Cristo: "Vós sois a luz do mundo. [...] Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus." (Mateus 5.14 e 16, ARA, grifo nosso). Quando não nos preocupamos em "brilhar", porém, não somente sujamos o que está escrito nas Sagradas Escrituras por meio de ações egoístas (logo, incoerentes), como também damos a quem não crê mais motivos para descreditar, isto é, não dar crédito, a nossa fé.
Assim, Cristianismo Puro e Simples não se tornou minha Bíblia; a obra, na verdade, me ajudou a refletir sobre o que creio, a buscar água na verdadeira Fonte e a contribuir na vida dos que estão a meu redor com pontos de luz.
Por isso, CPS é alvo de minha primeira indicação neste blog! Àqueles interessados pela vida e obra do autor, recomendo Surpreendido pela Alegria, que é uma autobiografia, C. S. Lewis: O mais relutante dos convertidos, de David C. Downing, e o documentário da HBO, C. S. Lewis: Por trás de Nárnia.
De fato, não vivia como vaga-lume. Se vivia, minha luz não era fosforescente. Estava acomodada num monte de ideias (às vezes, vagas) e não permitia que elas fossem colocadas à prova. Hoje sei que muitos, por outro lado, gostariam de ter alguma fé, qualquer que seja - se bem que não ter fé alguma é ter alguma fé -, e o que eu fazia era guardar a que tinha para mim. No caso de C. S. Lewis, por exemplo, chegar à fé, após anos como ateu, foi um "alívio" (veja Surpreendido pela Alegria, do autor).
Dessa forma, aquele que a tem - agora, me refiro à fé cristã - deve compartilhá-la, já que, acima de tudo, este é um mandamento de Cristo: "Vós sois a luz do mundo. [...] Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus." (Mateus 5.14 e 16, ARA, grifo nosso). Quando não nos preocupamos em "brilhar", porém, não somente sujamos o que está escrito nas Sagradas Escrituras por meio de ações egoístas (logo, incoerentes), como também damos a quem não crê mais motivos para descreditar, isto é, não dar crédito, a nossa fé.
Assim, Cristianismo Puro e Simples não se tornou minha Bíblia; a obra, na verdade, me ajudou a refletir sobre o que creio, a buscar água na verdadeira Fonte e a contribuir na vida dos que estão a meu redor com pontos de luz.
Por isso, CPS é alvo de minha primeira indicação neste blog! Àqueles interessados pela vida e obra do autor, recomendo Surpreendido pela Alegria, que é uma autobiografia, C. S. Lewis: O mais relutante dos convertidos, de David C. Downing, e o documentário da HBO, C. S. Lewis: Por trás de Nárnia.
Abraço!



Sempre fico na esperança de uma hora poder ler, afinal é um dos clássicos da literatura cristã reformada. Gostei! Me deu ânimo para ler!
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Aí sim hein, Pam!!! Parabéns pela ideia do blog, que Deus te abençoe muito. Em breve pretendo ler Cristianismo Puro e Simples. (=
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