Espírito natalesco
Saímos de casa com uma lista no bolso. Examinamos as vitrines com curiosidade voraz, apertando-nos na calçada; contemplamos, com alegria, as luzes; continuamos nossa busca pela celebração perfeita, os presentes perfeitos, os alimentos mais frescos e mais bem assados. Convidamos amigos e alguns (par)entes queridos e, então, é natal.
Posicionamos uns itens sobre a mesa e outros sob a árvore. Adultos conversam sobre política em pé, na cozinha; jovens conversam virtual e confortavelmente no sofá.
Dá meia-noite. Abraçamo-nos e dizemos palavras agradáveis; registramos os sorrisos, agora, com todos na sala. Há fogos, rojões; saímos para contemplá-los, pensando que, a cada ano, por alguma razão, duram menos tempo.
A carne e o queijo se vão; ficam as frutas.
A reunião estava consolidada.


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